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Abaixo, você encontrará textos sobre:

  • Manejo de filhotes
  • Dicas de treinamento / Adestramento
  • Teorias Comportamentais
  • Informações sobre o Grupamento de Busca e Resgate - Sul Paulista

 

 

CRIANDO UM BOM PARCEIRO (reflexões)



É cultural; não temos o cuidado consciente de moldarmos nossos atos para construirmos e conduzirmos relações fortes, duradouras e realmente produtivas. Debatemo-nos com as situações conflitantes - inerentes as novas relações - sem promover a clareza necessária de nossos anseios e de nossas contribuições.

Nossas relações com nossos animais também são assim. Definir objetivos dessa relação, comunicá-los ao cão por meio de uma linguagem acessível, são pontos fundamentais (principalmente durante a recria) para que tenhamos a formação de um animal emocionalmente saudável e pronto para um convívio agradável em nosso dia-a-dia. Quanto a essa linguagem, se faz necessário desenvolver a capacidade de comunicar-se com o cão na linguagem dele, considerando os valores e organizações sociais da matilha, buscando trazê-los ao nosso mundo comunicativo a partir dos moldes de comunicação inerentes a eles e que podem ser observados, estudados e utilizados por nós.

Forçá-los ao entendimento rápido e objetivo de nossos valores e modos de comunicação é humanizá-los demais, é fazer com que percam, rapidamente, suas características mais diferenciadas e mais admiráveis, é arrastá-los para nosso nível e não trazê-los ao nosso convívio.

Cabe aqui minha visão como treinador de cães de trabalho: Se tê-los em nosso universo de mero convívio já é algo que merece correção, imagine levá-los a serem participantes de nossas atividades produtivas ou desportivas. Polir as pré-disposições de determinados indivíduos caninos (ou raças) , em nosso beneficio, é algo a ser muito bem pensado. Esse animal se colocará a nossa disposição; sem entendimento apropriado, estará pronto a nos servir, nos acompanhar, nos proteger, obedecer-nos, expor-se a riscos em nosso nome e em nome de nossos objetivos.

Muitos condutores ou proprietários levam esses objetivos ao extremo e colocam toda carga de suas expectativas nos ombros dos cães. Tais fatos podem ser fatais ao individuo canino ou mesmo a uma raça inteira. Daí a importância de se ter responsabilidade plena pela presença de um desses animais em nosso dia-a-dia.

Se observarmos e respeitarmos certos direitos caninos teremos bons resultados em nossa relação com essa espécie, como:

  • O cão terá oportunidade de desenvolver-se física e mentalmente em boas condições.
  • O cão terá disponibilidade de uma socialização justa e natural.
  • Terá alimentação adequada a todas as suas etapas de desenvolvimento.
  • Terá diversas oportunidades de desenvolver e demonstrar seu caráter e habilidades caso isso não ocorra nas primeiras ocasiões.

 

Escolhendo Um Filhote.


Informação é a chave de tudo. Assim, pergunte-se:

1. Para que quero esse cão?

2. Onde e com quem ele viverá ?

3. Que características físicas e comportamentais espero desse cão ? O criador pode oferecê-las?

4. Minha visão sobre a posse de um cão é realista? Ou baseia-se em elementos abstratos, puramente sentimentais ou mesmo Holliwoodianos ?

5. Que proposta de vida tenho para esse cão ?

As observações trazidas no texto anterior podem ajudar a responder todas essas perguntas e, com relação à pergunta 3, acrescentaria:

A escolha de um filhote com pedigree, aumenta as suas chances de adquirir um cão com boas características. A maioria dos criadores que possuam esses tipos de animais lhe darão garantias importantes sobre o novo amigo.

Por essa razão, a escolha do filhote deve ser cautelosa e sem pressa. Procure nos pais as habilidades que você gostaria de ter no seu filhote, observe as características físicas e busque animais que estejam dentro dos padrões descritos para cada raça. É a maneira mais fácil, além de se ter maior chance de adquirir boa genética.

Existem diversos testes, descritos passo a passo, que poderão ser utilizados. Procure sempre alguém ligado seriamente a cinofilia e busque ajuda, quanto mais informação mais chances de sucesso.

José Luís Vettorazzo Biazini (Jota)

RESUMOS - TEORIAS - VÁRIAS

 

O CONDICIONAMENTO RESPONDENTE

O comportamento reflexo é o comportamento não voluntário e inclui as respostas que são eliciadas ("produzidas") por modificações especiais de estímulos do ambiente. Por exemplo, a contração das pupilas quando uma luz forte incide sobre os olhos, a salivação quando uma gota de limão é colocada na ponta de nossa língua, o arrepio da pele quando um ar frio nos atinge, as famosas "lágrimas de cebolas". Esses comportamentos reflexos são involuntários e eliciados pêlos estímulos especiais do meio. Mas também podem ser provocados por outros estímulos, que, originalmente, nada têm a ver com o comportamento, graças à associação entre estímulos. Assim, se um estímulo neutro (aquele que originalmente nada tem a ver com o comportamento) for pareado (associado), um certo número de vezes, a um estímulo eliciador (aquele que elicia o comportamento), o estímulo previamente neutro irá evocar a mesma espécie de resposta. Para deixar isso mais claro, vamos a um exemplo: "Suponha que, numa sala aquecida, sua mão direita seja mergulhada numa vasilha de água gelada. Imediatamente a temperatura da mão abaixar-se-á, devido ao encolhimento ou constrição dos vasos sanguíneos. Isto é um exemplo de comportamento respondente. Será acompanhado de uma modificação semelhante, e mais facilmente mensurável, na mão esquerda, onde a constrição vascular também será induzida. Suponha agora que a sua mão direita seja mergulhada na água gelada um certo número de vezes, digamos em intervalos de três ou quatro minutos; e, além disso, que você ouça uma cigarra elétrica pouco antes de cada imersão. Lá pelo vigésimo pareamento do som da cigarra com a água fria, a mudança de temperatura poderá ser eliciada apenas pelo som — isto é, sem necessidade de molhar uma das mãos" Neste exemplo de condicionamento respondente, o rebaixamento da temperatura da mão eliciado pela água fria é uma resposta incondicionada (não foi condicionada), enquanto o rebaixamento da temperatura eliciado pelo som é uma resposta condicionada (aprendida); a água é um estímulo incondiciona-do, e o som, um estímulo condicionado. Skinner concentrou seus estudos na possibilidade de condicionar os comportamentos operantes.


O CONDICIONAMENTO OPERANTE

O comportamento operante é o comportamento voluntário e abrange uma quantidade muito maior da atividade humana — desde os comportamentos do bebé de balbuciar, agarrar objetos, olhar os enfeites do berço, até os comportamentos mais sofisticados que o adulto apresenta. Como nos diz Keller, o comportamento operante " inclui todos os movimentos de um organismo dos quais se possa dizer que, em algum momento, têm um efeito sobre ou fazem algo ao mundo em redor. O comportamento operante opera sobre o mundo, por assim dizer, quer direta, quer indiretamente"3. A leitura que você está fazendo deste livro; escrever; pedir para o táxi parar com um gesto de mão; pilotar umavião,fazê-lo explodir; tocar um instrumento; namorar, são todos exemplos de comportamento operante. O condicionamento do comportamento operante tem seus fundamentos na Lei do Efeito, de Thorndike. Segundo Keller, em essência, essa lei enuncia que "um ato pode ser alterado na sua força pelas suas consequências". Assim, se deixarmos um ratinho privado de água durante 24 horas, ele certamente apresentará o comportamento de beber água assim que tiver oportunidade. Ora, o ratinho, no seu habitat, quando quer beber água, emite algum comportamento que lhe permite realizar seu intento. Esse comportamento foi sem dúvida aprendido e mantido pelo efeito que proporcionou: matar a sede. Sabendo disso, podemos reproduzir essa situação num la¬boratório. Neste caso, porém, nós determinaremos a resposta que o organismo deverá emitir para conseguir o efeito de matar a sede. Colocamos então nosso ratinho na "caixa de Skinner" (veja figura), onde ele encontrará apenas uma barra, que, quando pressionada, aciona um mecanismo (camuflado para o ratinho) que faz com que uma pequena haste traga à caixa uma gota de água.
Que resposta esperamos do nosso ratinho? Que pressione a barra. Como isto ocorre pela primeira vez? Por acaso, por mero acidente, o ratinho, na exploração da caixa, encosta na barra, faz surgir pela primeira vez a gotinha de água, que é lambida devido à sede. Para saciá-la, ele continuará buscando a água e irá repetir o seu comportamento até que o ato de pressionar a barra esteja associado ao aparecimento da água.Neste caso, do condicionamento operante, o que propicia a aprendizagem dos comportamentos é a ação do organismo sobre o meio e o efeito resultante, no sentido de satisfazer-lhe alguma necessidade, ou seja, a relação que se estabelece entre uma ação e seu efeito. Este condicionamento operante pode ser representado da seguinte maneira: R —>• S, onde R é a resposta (pressionar a barra), a flecha significa "leva a" e S é o estímulo reforçador (a água), que tanto interessa ao organismo. Esse estímulo reforçador é chamado de reforço. E é mantido o termo estímulo, por ser ele o responsável pela ação, apesar de ocorrer depois do comportamento. Assim, agimos ou operamos sobre o mundo em função das consequências que nossa ação cria. O estímulo de nossa ação está em suas consequências. Pense no aprendizado de um instrumento. Nós o tocamos para ouvir seu som. Ou, outros exemplos, como dançar para estar próximo do corpo do outro, mexer com a garotinha para receber seu olhar, abrir uma janela para que entre a luz.


Reforço


O reforço pode ser positivo ou negativo.
O reforço positivo é aquele que, quando apresentado, atua para fortalecer o comportamento que o precede, como já afirmamos acima.
O reforço negativo é aquele que fortalece a resposta que o remove.
Assim, poderíamos voltar à nossa caixa de Skinner, que agora, em vez de gotas de água, terá um choque no assoalho, que poderá ser removido pela pressão da barra. Após tentativas de evitar o choque, o ratinho chega à barra e a pressiona (por acaso, como da outra vez). O choque desaparece. Aos poucos, o bater na barra estará associado com o desaparecimento do choque. Este condicionamento dá-se por reforçamento negativo. É condicionamento porque é aprendizagem, é reforçamento porque um comportamento é emitido e aumentado em sua frequência por obter um efeito desejado. O reforçamento positivo oferece alguma coisa ao organismo; o negativo permite a retirada de algo indesejável.


Extinção


Assim como podemos instalar comportamentos, podemos "descondicionar uma resposta". Skinner trabalhou nesse processo de eliminação dos comportamentos indesejáveis ou inadequados e denominou-o extinção.
O salto do condicionamento operante para a extinção foi curto. Se é o reforço ou o efeito que mantém um comportamento operante, com certeza a ausência desse reforço fará desaparecer a resposta.
Deixamos então de paquerar uma menina, quando, depois de várias investidas, ela nem nos dirige o olhar, ignora-nos. Outra forma de extinção do comportamento é a chamada punição. A extinção pela suspensão do reforço é uma maneira demorada de "eliminar" uma resposta. Quando se trata de eliminar um comportamento muito inadequado e que possa trazer perigo ao próprio organismo, é preciso usar uma técnica mais eficiente. Sabendo que todo organismo tende a fugir de estímulos aversivos, indesejáveis, é possível dosar a intensidade desses estímulos, para, sem agredir o organismo, desestimulá-lo a continuar emitindo uma determinada resposta.Se você retornar um pouco no tempo, na história de sua vida, lembrar-se-á das palmadas e dos castigos que recebeu de seus pais, quando emitia um comportamento indesejável. Essas palmadas e castigos eram punições e tendiam a levar ao desaparecimento do comportamento.
É preciso um certo cuidado para não confundir o reíorça-mento negativo com a punição. No caso do reforçamento negativo, um comportamento está sendo instalado para evitar um estímulo desagradável; no caso da punição, um determinado comportamento estará sendo eliminado através da emissão de um estímulo aversivo. Assim, nosso ratinho, que havia aprendido a bater na bar¬ra para obter a água (reforçamento positivo) e em seguida aprendeu a bater nela para eliminar o choque (reforçamento negativo), poderá agora ter seu comportamento de bater na barra eliminado se, cada vez que fizer isso, liberarmos um choque (punição) ou, ainda, se nunca mais lhe for apresentada a gotinha de água (suspensão do reforço).


Generalização

Este conceito completa a nossa compreensão da teoria do reforço como uma teoria de aprendizagem. Quando estamos treinados para emitir uma determinada resposta em dada situação, poderemos emitir esta mesma resposta em situações onde percebemos uma semelhança entre os estímulos. Quando percebemos a semelhança entre estímulos e os aglutinamos em classes, estamos usando nossa capacidade de generalizar. Ou seja, uma capacidade de responder de forma semelhante a situações que percebemos como semelhantes. Esse princípio da generalização é fundamental quando pensamos na aprendizagem escolar. Nós aprendemos na escola alguns conceitos básicos, a fazer contas e a escrever certas palavras. Graças à generalização, podemos transferir esses aprendizados para diferentes situações, como dar troco ou recebê-lo numa compra, escrever uma carta para a namorada distante e aplicar conceitos da Física para consertar aparelhos eletrodomésticos. Na vida cotidiana, também aprendemos a nos comportar em diferentes situações sociais, dada a nossa capacidade de generalização no aprendizado das regras e normas sociais. E aqui vale a pena falar de uma outra capacidade que temos, importante tanto no aprendizado escolar quanto no aprendizado social: a discriminação.


Discriminação


Se a generalização é a capacidade de perceber semelhanças entre estímulos e responder de maneira semelhante ou igual a todos eles, a discriminação é o processo inverso, é a capacidade que temos de perceber diferenças entre estímulos e responder diferentementtca cada um deles. Poderíamos aqui pensar no aprendizado social. Há, por exemplo, normas e regras de conduta para festas: cumprimentar os presentes, ser gentil, procurar manter diálogo com as pessoas, agradecer e elogiar a dona da casa. No entanto, as festas podem ser diferentes: mais informais; familiares; pomposas, em casa do patrão de seu pai. Somos então capazes de discriminar esses diferentes estímulos e de nos comportarmos de maneira diferente em cada uma das situações.

 

 

Cães olham primeiro para o lado do rosto que expressa mais emoção

Da Efe
Em Londres

Um artigo publicado hoje pela revista britânica "The Scientist" explica que,
assim como os seres humanos, os cães também estudam a face de uma pessoa,
começando pelo lado direito, que expressa melhor o estado emocional.

Esse fenômeno, no entanto, ocorre apenas quando esses animais observam
rostos humanos. Uma hipótese sustenta que o lado direito da face expressa
melhor as emoções, o que explica o fato de ser analisado antes pelos
cachorros, como fazem os humanos quando vêem alguém pela primeira vez.

Ao olhar para você, o cachorro observa primeiro o lado direito do seu rosto.
Segundo cientistas, isso ocorre porque é o lado da face que melhor expressa
emoções

Uma equipe de cientistas da Universidade de Lincoln (Inglaterra) descobriu
que os cachorros domesticados desenvolveram esse comportamento possivelmente
para captar a emoção dos rostos humanos.

Os pesquisadores, liderados por Kun Guo, estudaram os movimentos dos olhos e
da cabeça de 17 cães quando lhes foram mostradas imagens de rostos de
pessoas, macacos, cachorros e objetos inanimados.

Os animais olharam para a esquerda - para a metade direita do rosto - apenas
quando lhes foram mostrados rostos humanos. Esta tendência se acentuou ainda
mais quando a expressão facial era de aborrecimento.

Segundo os cientistas, os cães poderiam ter aprendido este comportamento
para interpretar as emoções do rosto após milhares de anos de interação com
os seres humanos.

No entanto, quando os cachorros viam uma imagem invertida, continuavam
olhando a sua esquerda, algo que os humanos não fazem.

A equipe pesquisadora explica que o lado direito do cérebro canino, que
processa a informação do campo visual esquerdo, se adapta melhor à
interpretação das emoções humanas que o hemisfério direito.

Já o especialista em cães da Universidade Eötvös Loránd de Budapeste
(Hungria), Adam Miklosi, disse que apesar de esta descoberta ser
interessante, ainda é um mistério como os cachorros percebem os rostos das
pessoas. Além disso, não existiriam evidências de que esses animais sejam
capazes de reconhecer as emoções.

 

 

Farejando o câncer


"Pesquisadores britânicos treinam cães para identificar

proteínas excretadas por células tumorais"

 

A utilização de cães para avaliar a presença de câncer pode parecer uma pesquisa candidata ao Prêmio IgNobel, a paródia do Nobel concedida às mais absurdas investigações científicas. Porém, Carolyn Willis e colaboradores do Hospital Amersham, na Inglaterra, se dedicam ao tema e recentemente tiveram seus surpreendentes resultados publicados na prestigiada revista British Medical Journal. Apesar da extravagância aparente, há um certo sentido nessa idéia.

A equipe de Willis valeu-se da capacidade olfativa dos cães – de 10.000 a 100.000 vezes superior à nossa – para identificar proteínas excretadas por células tumorais na urina de pacientes com câncer de bexiga. Comparações foram feitas com amostras de voluntários sadios ou com outras doenças.

Os cães conseguiram distinguir corretamente 41% das amostras. Pode parecer pouco, mas é um valor quase três vezes maior do que seria esperado se a escolha fosse casual. Porém, os animais não tiveram sucesso no caso de alguns dos pacientes com câncer, indicando que há uma variação na excreção de compostos na urina entre as pessoas. No entanto, o resultado mais interessante foi a descoberta de um caso de câncer renal em um voluntário,considerado sadio pelos testes iniciais e indicado como positivo por todos os cães!

Pesquisas desse tipo não são novidade. Casos de cães atraídos por regiões do corpo de seus donos e que, posteriormente, mostraram-se provenientes de emanações geradas por tumores de pele foram reportados anteriormente. Porém, imaginar ser cheirado por um cão em um consultório médico ou entregar nossa urina para ser analisada por um animal é algo improvável e exótico.

Métodos pouco convencionais
A descoberta precoce é essencial para o tratamento de vários tumores. Em diversos casos, a doença é descoberta apenas quando se desenvolveu e se espalhou por outros locais (metástase), tornando seu prognóstico de cura muito baixo. Por isso, diversas tentativas têm sido feitas para se descobrir alternativas para detecção precoce de tumores.

É extremamente difícil, porém, identificar poucos milhares de células transformadas entre as trilhões de células normais de um paciente. Por isso, alguns pesquisadores têm buscado alternativas que não utilizam os métodos tradicionais. Há alguns anos, por exemplo, pesquisadores da Universidade de Roma analisaram com sensores eletrônicos a respiração de pacientes com câncer de pulmão e descobriram que substâncias químicas voláteis liberadas por essas pessoas poderiam ser utilizadas para a detecção da doença.

Limites das técnicas atuais

Alguns tipos de câncer podem ser encontrados por auto-exame, por exames clínicos ou em laboratório através de biópsias ou testes bioquímicos. Contudo, esses métodos têm limitações e muitas vezes só descobrem o câncer tardiamente. Por exemplo, estima-se que um tumor de mama necessita em média de 17 anos para atingir 1cm2 – tamanho que pode ser revelado pelo auto-exame, mas que já pode já ter gerado metástases. Apesar de exames como mamografia e colonoscopia serem mais eficientes para a identificação de lesões pré-cancerígenas, o custo elevado não permite seu uso em testes de rotina. Além disso, há tumores que sofrem metástases antes que possam ser detectados pelos métodos mais sensíveis existentes atualmente.

Há, portanto, um grande esforço para se desenvolver métodos simples, baratos e pouco invasivos para detectar precocemente o câncer em um período pré-sintomático. Idealmente, no futuro seremos capazes de detectar, através de exames de fezes, sangue, urina ou do ar exalado pelos pulmões, moléculas excretadas por tumores compostos por um número pequeno de células transformadas e ainda restritas ao seu local original. Esse processo é muito mais complexo do que pode parecer, pois depende da descoberta de algumas poucas moléculas específicas no meio de milhões de outras excretadas. Porém, o exemplo dos cães ingleses mostra que isso pode ser feito e que não devemos perder a esperança.


JC Borges
Universidade do Texas em San Antonio
(pós-doutorando)
20/01/2006

 

 

GRUPAMENTO DE BUSCA E RESGATE - SUL PAULISTA

"Conheça essa iniciativa de trabalho voluntário"

 

CÃES NA BUSCA E RESGATE

Não é de hoje que os seres humanos fazem uso das habilidades especiais dos cães. Não são poucas as raças desses animais que foram moldadas especificamente para determinadas funções; dentre elas estão as raças de cães de faro. Originalmente usados para a caça, estes animais puderam ser adaptados em suas funções e utilizados para discriminar e localizar odores específicos, no caso da busca e resgate, os odores humanos.

Durante todo o tempo, “derrubamos” células de nossos corpos. Os cães, por sua vez, podem perceber, através do olfato, a presença dessas células, diferenciando seu grau de concentração no ambiente e discriminando células de duas ou mais pessoas. Dotados do treinamento específico estes animais podem auxiliar na localização de pessoas, chegando a indicar, com precisão, um individuo em meio a um grande grupo. Em ambientes rurais ou silvestres o trabalho é inigualável, conduzindo o grupo de resgate pela trilha exata até a vitima ou mesmo indicando que aquela área não é promissora para as buscas. O mesmo pode ocorrer em ambientes urbanos ou no apoio ao trabalho investigativo criminal. Os odores do criminoso podem ser detectados pelo cão que fará a localização e indicação do mesmo.


A atividade no Brasil

Em diversos países essa é uma atividade rotineira, sendo que entidades públicas e privadas se dedicam a formação de cães e condutores para esse fim. No Brasil são raríssimos os casos e a explicação para isso é facilmente encontrada: não há quem o faça, ou, não havia.

Em julho de 2004, a psicanalista Ana Beatriz Albernaz, foi convidada à participar de um curso de formação de treinadores de cães de busca e resgate, no estado da Virginia (EUA). De lá para cá outros cursos se sucederam e os contatos com a equipe de instrutores norte-americanos se multiplicaram. Ocorreu também a formação de um grupo de pessoas interessadas em desenvolver tal atividade e a seleção de animais e a organização de treinos e reuniões viabilizaram o inicio dos trabalhos apoiados especialmente pelo canil Wolf´s Garden e pelo canil Furry Tail . Surge daí o GBR-Sul Paulista (Grupamento de Busca e Resgate – Sul Paulista), formado inicialmente, por uma equipe de quatro treinadores e outros tantos figurantes, além de três cães da raça Bloodhound. Em relação a estes, tudo começou com a cadela Hope, seguida dos irmãos Bruno e Ogra.. A seleção é rigorosa e os animais têm que provar suas aptidões a cada nova fase de treino e trabalho.

Em face dos entraves burocráticos, financeiros e até culturais de nosso país, o trabalho voluntário do GBR se mostra como uma saída primorosa. As entidades publicas e privadas, com objetivos éticos e humanitários, poderão contar com o apoio do GBR em suas ações de busca e resgate, além de contar com os projetos relacionados a área de educação de crianças e adolescentes.

Nosso propósito

Ao ter uma pessoa querida desaparecida, você vai desejar o auxílio de profissionais em busca e resgate bem equipados e bem treinados. O GBR Sul Paulista se dedica ao treinamento de envolvidos em busca em resgate que possam vir em encontro às suas expectativas.


O propósito desse grupamento é exclusivamente voluntário e educacional. Os principais meios de obter esses propósitos são:

• Prover, como benefício à população, cães treinados para auxiliar a busca e resgate de perdidos, desaparecidos e pessoas suspeitas, dia e noite, em qualquer condição em que seja possível a operação com cães.
• Desenvolver, continuamente, o treinamento de cães, treinadores e pessoal de suporte para garantir a eficiência operacional de grupamentos de resgate.
• Promover a apreciação pública dos cães de busca e resgate.
• Educar a população quanto às medidas preventivas a serem tomadas para evitar acidentes e desaparecimentos em áreas de risco, e como agir em casos de emergência.

Eventos educacionais

Utilizando o universo da cinofilia como meio difusor de valores e conceitos de cidadania, saúde, afetividade, valorização pessoal, profissionalismo, entre outros, o grupamento realiza, mediante solicitação das entidades educacionais, Work-shops e palestras que envolvem informações variadas, brincadeiras e, obviamente, contato direto com os animais. Tratamos, ainda, da divulgação de medidas preventivas de acidentes e desaparecimentos em áreas de risco; ecologia e preservação ambiental.

Entre em contato com o GBR - Sul Paulista pelo email:

jlvettorazzo@uol.com.br


Ação transformadora

GBR - SUL PAULISTA

 

A sociedade moderna produz e se modifica em velocidade jamais antes vista. Novos modos de fazer, novas necessidades a cada dia. Nosso país se encaixa nessa verdade como nunca; em meio às crises, isso fica ainda mais evidente. Pessoas aptas a esse desafio são necessárias na mesma proporção. Não são poucos os que já entenderam a importância da constante busca pelo aperfeiçoamento, seja ele pessoal ou profissional. Contudo, nem sempre as oportunidades batem a nossa porta e nossos esforços tem que ser redobrados ou, o desejado avanço, ficará nas mãos de outros poucos. Esse era o caso das pessoas que se propunham a desenvolver o trabalho com cães de busca e resgate e investigação, aqui no Brasil.

 

Unidos podemos mais

No mês de janeiro de 2009, o GBR-Sul Paulista realizou, com o apoio do Canil Wolf´s Garden, Canil Furry Tail, Sitio e Canil São Miguel Arcanjo e MR – Rações Agripet, o “ Primeiro Seminário Internacional de Treinamento e Condução de Cães de Busca e Resgate – VBSAR / GBR SUL PAULISTA – Brasil “ , nas dependências da Fazenda São Miguel Arcanjo, município de Salto de Pirapora – SP.
O Seminário inédito na América Latina, envolveu atividades prático-teóricas, com o apoio da equipe do GBR-Sul Paulista e conduzido pelo Mr. Terry Davis, cidadão norte-americano; oficial-policial aposentado; treinador de cães de busca e resgate há 35 anos; integrante do American Bloodhound Club; Master Trainer da Virginia Police Work Dog Association. Mr. Davis desenvolve ações de busca e resgate como condutor de cães do Loudoun County Sheriff’s Office; ministra cursos e seminários anuais no continente norte-americano e europeu; é Diretor da VIRGINIA BLOODHOUND SEARCH AND RESCUE ASSOCIATION – VBSAR – USA. Contou-se, ainda, com palestras ministradas pela médica veterinária Dra Sônia Helena Cerquinho Miranda, com temas como: Primeiros Socorros Caninos (PSC), Hipertermia, Torção Estomacal, Picadas de Ofídios ; além de uma palestra introdutória ministrada pelo Prof. José Luís Vettorazzo Biazini (Jota), sobre as diversas modalidades de treinamento de cães de faro.
Até ai, poderia ter sido mais um, dos muitos seminários destinados a treinadores de cães, se não fosse pelo caráter e pelos resultados que envolveram este em especial. Primeiramente, tratou-se de uma ação dirigida pelo GBR, mas que foi efetivada por um grupo de pessoas unidas por um objetivo comum que, na essência da palavra, realizaram uma ação entre amigos para viabilizar a vinda do instrutor norte-americano. Sem fins lucrativos, o evento se deu no mais elevado nível de cooperação, respeito e participação. Três dias e duas noites de intensas atividades e integração entre treinadores e criadores; uma equipe para deixar saudades. A infraestrutura e a organização foram exemplares e viabilizaram o mais alto aproveitamento dos ensinamentos trazidos pelo Master Trainer. Cães iniciantes de várias idades e cães com certa evolução de treino foram agraciados com orientações e treinos práticos com resultados espantosos.
Análise final: até esse evento o Brasil contava com somente duas pessoas diplomadas pela VIRGINIA BLOODHOUND SEARCH AND RESCUE ASSOCIATION – VBSAR , ao final esse número estava multiplicado por sete. Sete vezes mais especialistas na área, sete vezes mais condições de treinamento de cães de resgate e tantas mais vezes de chances de vidas serem salvas por esse trabalho. Mais profissionais e cães aptos aos momentos de crise, quando a eficiência faz a diferença.

Participantes:
Vanderson (Salto de Pirapora – SP) – Treinador e Criador.
Kelly (Salto de Pirapora – SP) – Criadora.
Flávio (Sorocaba – SP) – Treinador.
Reinaldo (Sorocaba – SP) – CDP – Sorocaba, GIR e Treinador .
Darío (Sorocaba – SP) – Criador.
Dra Sônia ( Sorocaba – SP ) – Méd. Veterinária
Matheus (Bauru – SP) – PM-SP- Canil Bauru e Treinador.
Neto (Bauru – SP) - PM-SP- Canil Bauru e Treinador.
Samuel (Bauru – SP) - PM-SP- Canil Bauru e Treinador.
Ivan (Piracicaba – SP) – Treinador.
Geraldo (Campinas – SP) – Criador.
Thiago (São Paulo – Capital) - Treinador e Criador
Ana Beatriz (Araçoiaba da Serra – SP) – Treinadora.
Keila (Araçoiaba da Serra – SP) - Treinadora e Criadora.
Jota (Araçoiaba da Serra – SP) - Treinador e Criador.


PARABÉNS À TODOS OS DIPLOMADOS PELA VBSAR- GBR SUL PAULISTA E OBRIGADO AO MR TERRY DAVIS PELA DEDICAÇÃO.

Um dos objetivos do GBR-Sul Paulista é a difusão das práticas desses trabalhos de caráter voluntário propondo que, a médio e longo prazo, todas as cidades possam contar com seus próprios GBRs. Para tanto, os integrantes se colocam a disposição para maiores informações e orientações sobre como iniciar novos GBRs.

Contato: jlvettorazzo@uol.com.br




 

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Fones: - 55 - 21 -15 -32811367 / Cel.: - 81167878 / 97111020

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