Abaixo, você encontrará textos sobre:
CRIANDO UM BOM PARCEIRO (reflexões)
Nossas relações com nossos animais também são assim. Definir objetivos dessa relação, comunicá-los ao cão por meio de uma linguagem acessível, são pontos fundamentais (principalmente durante a recria) para que tenhamos a formação de um animal emocionalmente saudável e pronto para um convívio agradável em nosso dia-a-dia. Quanto a essa linguagem, se faz necessário desenvolver a capacidade de comunicar-se com o cão na linguagem dele, considerando os valores e organizações sociais da matilha, buscando trazê-los ao nosso mundo comunicativo a partir dos moldes de comunicação inerentes a eles e que podem ser observados, estudados e utilizados por nós. Forçá-los ao entendimento rápido e objetivo de nossos valores e modos de comunicação é humanizá-los demais, é fazer com que percam, rapidamente, suas características mais diferenciadas e mais admiráveis, é arrastá-los para nosso nível e não trazê-los ao nosso convívio. Cabe aqui minha visão como treinador de cães de trabalho: Se tê-los em nosso universo de mero convívio já é algo que merece correção, imagine levá-los a serem participantes de nossas atividades produtivas ou desportivas. Polir as pré-disposições de determinados indivíduos caninos (ou raças) , em nosso beneficio, é algo a ser muito bem pensado. Esse animal se colocará a nossa disposição; sem entendimento apropriado, estará pronto a nos servir, nos acompanhar, nos proteger, obedecer-nos, expor-se a riscos em nosso nome e em nome de nossos objetivos. Muitos condutores ou proprietários levam esses objetivos ao extremo e colocam toda carga de suas expectativas nos ombros dos cães. Tais fatos podem ser fatais ao individuo canino ou mesmo a uma raça inteira. Daí a importância de se ter responsabilidade plena pela presença de um desses animais em nosso dia-a-dia. Se observarmos e respeitarmos certos direitos caninos teremos bons resultados em nossa relação com essa espécie, como:
Escolhendo Um Filhote.
1. Para que quero esse cão? 2. Onde e com quem ele viverá ? 3. Que características físicas e comportamentais espero desse cão ? O criador pode oferecê-las? 4. Minha visão sobre a posse de um cão é realista? Ou baseia-se em elementos abstratos, puramente sentimentais ou mesmo Holliwoodianos ? 5. Que proposta de vida tenho para esse cão ? As observações trazidas no texto anterior podem ajudar a responder todas essas perguntas e, com relação à pergunta 3, acrescentaria: A escolha de um filhote com pedigree, aumenta as suas chances de adquirir um cão com boas características. A maioria dos criadores que possuam esses tipos de animais lhe darão garantias importantes sobre o novo amigo. Por essa razão, a escolha do filhote deve ser cautelosa e sem pressa. Procure nos pais as habilidades que você gostaria de ter no seu filhote, observe as características físicas e busque animais que estejam dentro dos padrões descritos para cada raça. É a maneira mais fácil, além de se ter maior chance de adquirir boa genética. Existem diversos testes, descritos passo a passo, que poderão ser utilizados. Procure sempre alguém ligado seriamente a cinofilia e busque ajuda, quanto mais informação mais chances de sucesso. José Luís Vettorazzo Biazini (Jota) RESUMOS - TEORIAS - VÁRIAS
O CONDICIONAMENTO RESPONDENTE O comportamento reflexo é o comportamento não voluntário e inclui as respostas que são eliciadas ("produzidas") por modificações especiais de estímulos do ambiente. Por exemplo, a contração das pupilas quando uma luz forte incide sobre os olhos, a salivação quando uma gota de limão é colocada na ponta de nossa língua, o arrepio da pele quando um ar frio nos atinge, as famosas "lágrimas de cebolas". Esses comportamentos reflexos são involuntários e eliciados pêlos estímulos especiais do meio. Mas também podem ser provocados por outros estímulos, que, originalmente, nada têm a ver com o comportamento, graças à associação entre estímulos. Assim, se um estímulo neutro (aquele que originalmente nada tem a ver com o comportamento) for pareado (associado), um certo número de vezes, a um estímulo eliciador (aquele que elicia o comportamento), o estímulo previamente neutro irá evocar a mesma espécie de resposta. Para deixar isso mais claro, vamos a um exemplo: "Suponha que, numa sala aquecida, sua mão direita seja mergulhada numa vasilha de água gelada. Imediatamente a temperatura da mão abaixar-se-á, devido ao encolhimento ou constrição dos vasos sanguíneos. Isto é um exemplo de comportamento respondente. Será acompanhado de uma modificação semelhante, e mais facilmente mensurável, na mão esquerda, onde a constrição vascular também será induzida. Suponha agora que a sua mão direita seja mergulhada na água gelada um certo número de vezes, digamos em intervalos de três ou quatro minutos; e, além disso, que você ouça uma cigarra elétrica pouco antes de cada imersão. Lá pelo vigésimo pareamento do som da cigarra com a água fria, a mudança de temperatura poderá ser eliciada apenas pelo som — isto é, sem necessidade de molhar uma das mãos" Neste exemplo de condicionamento respondente, o rebaixamento da temperatura da mão eliciado pela água fria é uma resposta incondicionada (não foi condicionada), enquanto o rebaixamento da temperatura eliciado pelo som é uma resposta condicionada (aprendida); a água é um estímulo incondiciona-do, e o som, um estímulo condicionado. Skinner concentrou seus estudos na possibilidade de condicionar os comportamentos operantes. O comportamento operante é o comportamento
voluntário e abrange uma quantidade muito maior da atividade
humana — desde os comportamentos do bebé de balbuciar,
agarrar objetos, olhar os enfeites do berço, até os
comportamentos mais sofisticados que o adulto apresenta. Como nos
diz Keller, o comportamento operante " inclui todos os movimentos
de um organismo dos quais se possa dizer que, em algum momento, têm
um efeito sobre ou fazem algo ao mundo em redor. O comportamento operante
opera sobre o mundo, por assim dizer, quer direta, quer indiretamente"3.
A leitura que você está fazendo deste livro; escrever;
pedir para o táxi parar com um gesto de mão; pilotar
umavião,fazê-lo explodir; tocar um instrumento; namorar,
são todos exemplos de comportamento operante. O condicionamento
do comportamento operante tem seus fundamentos na Lei do Efeito, de
Thorndike. Segundo Keller, em essência, essa lei enuncia que
"um ato pode ser alterado na sua força pelas suas consequências".
Assim, se deixarmos um ratinho privado de água durante 24 horas,
ele certamente apresentará o comportamento de beber água
assim que tiver oportunidade. Ora, o ratinho, no seu habitat, quando
quer beber água, emite algum comportamento que lhe permite
realizar seu intento. Esse comportamento foi sem dúvida aprendido
e mantido pelo efeito que proporcionou: matar a sede. Sabendo disso,
podemos reproduzir essa situação num la¬boratório.
Neste caso, porém, nós determinaremos a resposta que
o organismo deverá emitir para conseguir o efeito de matar
a sede. Colocamos então nosso ratinho na "caixa de Skinner"
(veja figura), onde ele encontrará apenas uma barra, que, quando
pressionada, aciona um mecanismo (camuflado para o ratinho) que faz
com que uma pequena haste traga à caixa uma gota de água.
Este conceito completa a nossa compreensão da teoria do reforço como uma teoria de aprendizagem. Quando estamos treinados para emitir uma determinada resposta em dada situação, poderemos emitir esta mesma resposta em situações onde percebemos uma semelhança entre os estímulos. Quando percebemos a semelhança entre estímulos e os aglutinamos em classes, estamos usando nossa capacidade de generalizar. Ou seja, uma capacidade de responder de forma semelhante a situações que percebemos como semelhantes. Esse princípio da generalização é fundamental quando pensamos na aprendizagem escolar. Nós aprendemos na escola alguns conceitos básicos, a fazer contas e a escrever certas palavras. Graças à generalização, podemos transferir esses aprendizados para diferentes situações, como dar troco ou recebê-lo numa compra, escrever uma carta para a namorada distante e aplicar conceitos da Física para consertar aparelhos eletrodomésticos. Na vida cotidiana, também aprendemos a nos comportar em diferentes situações sociais, dada a nossa capacidade de generalização no aprendizado das regras e normas sociais. E aqui vale a pena falar de uma outra capacidade que temos, importante tanto no aprendizado escolar quanto no aprendizado social: a discriminação.
Cães olham primeiro para o lado do rosto que expressa mais emoção Da Efe Um artigo publicado hoje pela revista britânica
"The Scientist" explica que, Esse fenômeno, no entanto, ocorre apenas quando
esses animais observam Ao olhar para você, o cachorro observa primeiro
o lado direito do seu rosto. Uma equipe de cientistas da Universidade de Lincoln
(Inglaterra) descobriu Os pesquisadores, liderados por Kun Guo, estudaram
os movimentos dos olhos e Os animais olharam para a esquerda - para a metade
direita do rosto - apenas Segundo os cientistas, os cães poderiam ter
aprendido este comportamento No entanto, quando os cachorros viam uma imagem invertida,
continuavam A equipe pesquisadora explica que o lado direito
do cérebro canino, que Já o especialista em cães da Universidade
Eötvös Loránd de Budapeste
Farejando o câncer
proteínas excretadas por células tumorais"
A utilização de cães para avaliar
a presença de câncer pode parecer uma pesquisa candidata
ao Prêmio IgNobel, a paródia do Nobel concedida às
mais absurdas investigações científicas. Porém,
Carolyn Willis e colaboradores do Hospital Amersham, na Inglaterra,
se dedicam ao tema e recentemente tiveram seus surpreendentes resultados
publicados na prestigiada revista British Medical Journal. Apesar
da extravagância aparente, há um certo sentido nessa
idéia.
GRUPAMENTO DE BUSCA E RESGATE - SUL PAULISTA "Conheça essa iniciativa de trabalho voluntário"
CÃES NA BUSCA E RESGATE Não é de hoje que os seres humanos fazem uso das habilidades especiais dos cães. Não são poucas as raças desses animais que foram moldadas especificamente para determinadas funções; dentre elas estão as raças de cães de faro. Originalmente usados para a caça, estes animais puderam ser adaptados em suas funções e utilizados para discriminar e localizar odores específicos, no caso da busca e resgate, os odores humanos. Durante todo o tempo, “derrubamos” células de nossos corpos. Os cães, por sua vez, podem perceber, através do olfato, a presença dessas células, diferenciando seu grau de concentração no ambiente e discriminando células de duas ou mais pessoas. Dotados do treinamento específico estes animais podem auxiliar na localização de pessoas, chegando a indicar, com precisão, um individuo em meio a um grande grupo. Em ambientes rurais ou silvestres o trabalho é inigualável, conduzindo o grupo de resgate pela trilha exata até a vitima ou mesmo indicando que aquela área não é promissora para as buscas. O mesmo pode ocorrer em ambientes urbanos ou no apoio ao trabalho investigativo criminal. Os odores do criminoso podem ser detectados pelo cão que fará a localização e indicação do mesmo.
Em diversos países essa é uma atividade rotineira, sendo que entidades públicas e privadas se dedicam a formação de cães e condutores para esse fim. No Brasil são raríssimos os casos e a explicação para isso é facilmente encontrada: não há quem o faça, ou, não havia. Em julho de 2004, a psicanalista Ana Beatriz Albernaz, foi convidada à participar de um curso de formação de treinadores de cães de busca e resgate, no estado da Virginia (EUA). De lá para cá outros cursos se sucederam e os contatos com a equipe de instrutores norte-americanos se multiplicaram. Ocorreu também a formação de um grupo de pessoas interessadas em desenvolver tal atividade e a seleção de animais e a organização de treinos e reuniões viabilizaram o inicio dos trabalhos apoiados especialmente pelo canil Wolf´s Garden e pelo canil Furry Tail . Surge daí o GBR-Sul Paulista (Grupamento de Busca e Resgate – Sul Paulista), formado inicialmente, por uma equipe de quatro treinadores e outros tantos figurantes, além de três cães da raça Bloodhound. Em relação a estes, tudo começou com a cadela Hope, seguida dos irmãos Bruno e Ogra.. A seleção é rigorosa e os animais têm que provar suas aptidões a cada nova fase de treino e trabalho. Em face dos entraves burocráticos, financeiros e até culturais de nosso país, o trabalho voluntário do GBR se mostra como uma saída primorosa. As entidades publicas e privadas, com objetivos éticos e humanitários, poderão contar com o apoio do GBR em suas ações de busca e resgate, além de contar com os projetos relacionados a área de educação de crianças e adolescentes. Nosso propósito Ao ter uma pessoa querida desaparecida, você vai desejar o auxílio de profissionais em busca e resgate bem equipados e bem treinados. O GBR Sul Paulista se dedica ao treinamento de envolvidos em busca em resgate que possam vir em encontro às suas expectativas.
• Prover, como benefício à população,
cães treinados para auxiliar a busca e resgate de perdidos,
desaparecidos e pessoas suspeitas, dia e noite, em qualquer condição
em que seja possível a operação com cães. Eventos educacionais Utilizando o universo da cinofilia como meio difusor de valores e conceitos de cidadania, saúde, afetividade, valorização pessoal, profissionalismo, entre outros, o grupamento realiza, mediante solicitação das entidades educacionais, Work-shops e palestras que envolvem informações variadas, brincadeiras e, obviamente, contato direto com os animais. Tratamos, ainda, da divulgação de medidas preventivas de acidentes e desaparecimentos em áreas de risco; ecologia e preservação ambiental. Entre em contato com o GBR - Sul Paulista pelo email: jlvettorazzo@uol.com.br
Ação transformadora GBR - SUL PAULISTA
A sociedade moderna produz e se modifica em velocidade jamais antes vista. Novos modos de fazer, novas necessidades a cada dia. Nosso país se encaixa nessa verdade como nunca; em meio às crises, isso fica ainda mais evidente. Pessoas aptas a esse desafio são necessárias na mesma proporção. Não são poucos os que já entenderam a importância da constante busca pelo aperfeiçoamento, seja ele pessoal ou profissional. Contudo, nem sempre as oportunidades batem a nossa porta e nossos esforços tem que ser redobrados ou, o desejado avanço, ficará nas mãos de outros poucos. Esse era o caso das pessoas que se propunham a desenvolver o trabalho com cães de busca e resgate e investigação, aqui no Brasil.
Unidos podemos mais No mês de janeiro de 2009, o GBR-Sul Paulista
realizou, com o apoio do Canil Wolf´s Garden, Canil Furry Tail,
Sitio e Canil São Miguel Arcanjo e MR – Rações
Agripet, o “ Primeiro Seminário
Internacional de Treinamento e Condução de Cães
de Busca e Resgate – VBSAR / GBR SUL PAULISTA – Brasil
“ , nas dependências da Fazenda São Miguel
Arcanjo, município de Salto de Pirapora – SP. Participantes:
Um dos objetivos do GBR-Sul Paulista é a difusão das práticas desses trabalhos de caráter voluntário propondo que, a médio e longo prazo, todas as cidades possam contar com seus próprios GBRs. Para tanto, os integrantes se colocam a disposição para maiores informações e orientações sobre como iniciar novos GBRs. Contato: jlvettorazzo@uol.com.br
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canil wolf's garden
Rua José Batista Martins, 1040 - Araçoiaba da Serra -SP -Brasil
Fones: - 55 - 21 -15 -32811367 / Cel.: - 81167878 / 97111020
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